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Iminência Parda

Don L
[04:22.56]·Synced by Guest·
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[00:00.52] O que nos importa e que se feche a porta

[00:06.67] Por esse caminho ninguém quer passar

[00:13.33] É muito grande a dor, um sofrimento enorme

[00:17.84] Um susto

[00:25.57] Na porta de um Audi Sport

[00:27.43] Eu porto as automáticas, no porta luvas, dólar

[00:30.62] Eu porto a Louis Vui' falsa e cheia

[00:33.28] Grana pra comprar o estoque

[00:34.34] Arsenal pra tomar o estoque (da original)

[00:37.26] Fecharam portas

[00:38.06] E agora que eu não me importo querem me notar

[00:40.72] Anota a placa, a loja não tem nota

[00:42.58] Eu tenho grades na memória, mais real que as notas

[00:45.23] Mais reais do que eu preciso e o que eu passei

[00:47.90] Eu sei que

[00:48.69] Ninguém quer passar (ah, ah)

[00:51.34] É muito grande a dor, um sofrimento enorme

[00:58.00] Mas não vão me algemar a visão

[01:04.15] Montanhas no horizonte

[01:06.02] Os sonhos driblando prédios labirínticos

[01:08.14] Ambição em quilos, onde

[01:10.00] Diluem ilusões em cocaína

[01:12.12] Como pó de vidro em suas narinas

[01:14.51] Sangra

[01:15.31] Rivera das rimas, cicatrizes panorâmicas

[01:18.23] Com vista pro mar, grandes planos

[01:20.39] Iminência parda, me fecharam portas, eu dobrei a aposta

[01:24.37] Trouxe versos como cânticos de becos, onde

[01:27.57] Ninguém quer passar (ah, ah)

[01:31.05] É muito grande a dor, um sofrimento enorme

[01:37.15] Mas não vão me algemar a visão

[01:43.01] Que se fechem as contas bancárias

[01:49.14] Que se fale de bem e de mal

[01:54.71] Que se brinque na areia da praia

[02:00.84] Que se retorne ao Planalto Central

[02:05.63] Nada disso importa

[02:08.82] Fazia castelos em pinos mágicos

[02:11.73] Agora os pinos que eu vendo a céu aberto

[02:14.12] São PB de Charles

[02:15.45] Como Chaplin em fábricas de Terceiro Mundo

[02:18.11] Pra ninguém ver filme de terror faz que é cinema mudo

[02:21.30] Miragens de revoluções, ouvindo Don

[02:23.96] E uma silver tape na boca do rato, meus demônios on

[02:27.73] 12 de outubro com eu no trono

[02:29.59] Brinquedo pros vetin' tudo, mas a dor do dono

[02:32.78] Ninguém quer passar (ah, ah)

[02:36.76] É muito grande a dor, um sofrimento enorme

[02:42.89] Mas não vão me algemar a visão

[02:47.68] No corpo do último anjo bandido em atividade

[02:50.60] Além das correntes de ouro, com seu sangue no asfalto

[02:53.53] Nuvens refletiam ads de telas de celulares

[02:56.45] Enquanto cai o céu num mundo de carrossel

[02:59.11] Cartas marcadas

[03:00.44] É a Torre de Babel reversa, falsos profetas

[03:03.09] Sempre mais perto do inferno e o sal dos impérios

[03:06.31] Catedrais em hologramas de casas lotéricas

[03:09.25] Derretem seu tempo em apps de bilionários céticos

[03:12.70] Mas grana suja também tem suas digitais

[03:15.36] Ações da boca em plataformas filiais

[03:18.31] Ações da bolsa, valores surreais

[03:20.71] Fazenda de likes, relógio de Dali em artes de AI

[03:24.68] Balas interrompem rimas

[03:26.56] Desde que eu fazia demos em um gravadorzin'

[03:29.21] Eu fiz um jardim suspenso em meus delírios

[03:32.14] Pra ver de cima os sonhos

[03:33.46] Dos últimos malandros que me guiam, onde

[03:35.87] Ninguém quer passar (ah, ah)

[03:40.13] É muito grande a dor, um sofrimento enorme (uh, uh)

[03:44.92] Um susto

[03:52.14] Que se fechem as contas bancárias

[03:58.11] Que se fale de bem e de mal

[04:03.77] Que se brinque na areia da praia

[04:09.38] Que se retorne ao Planalto Central

[04:15.86] Nada disso importa