Elis Regina - O bêbado e a equilibrista
[00:32.65] Caía a tarde feito um viaduto
[00:40.29] E um bêbado trajando luto
[00:45.29] Me lembrou Carlitos
[00:51.28] A lua tal qual a dona do bordel
[00:58.54] Pedia a cada estrela fria
[01:04.29] Um brilho de aluguel
[01:10.54] E nuvens lá no mata-borrão do céu
[01:17.94] Chupavam manchas torturadas
[01:23.20] Que sufoco!
[01:28.45] Louco!
[01:31.70] O bêbado com chapéu-coco
[01:36.19] Fazia irreverências mil
[01:40.70] Pra noite do Brasil
[01:44.69] Meu Brasil!
[01:46.58] Que sonha com a volta do irmão do Henfil
[01:54.84] Com tanta gente que partiu
[01:58.48] Num rabo de foguete
[02:04.73] Chora
[02:07.49] A nossa Pátria mãe gentil
[02:12.48] Choram Marias e Clarisses
[02:16.73] No solo do Brasil
[02:21.62] Mas sei que uma dor assim pungente
[02:30.51] Não há de ser inutilmente
[02:35.66] A esperança
[02:40.41] Dança na corda bamba de sombrinha
[02:47.40] E em cada passo dessa linha
[02:52.41] Pode se machucar
[02:57.91] Azar!
[03:01.31] A esperança equilibrista
[03:05.06] Sabe que o show de todo artista
[03:09.81] Tem que continuar
