João Bosco - O Bêbado e a Equilibrista
[00:04.40] Caía a tarde feito um viaduto
[00:11.29] E um bêbado trajando luto
[00:16.29] Me lembrou Carlitos
[00:21.54] A lua tal qual a dona do bordel
[00:28.54] Pedia a cada estrela fria
[00:33.05] Um brilho de aluguel
[00:38.29] E nuvens lá no mata-borrão do céu
[00:45.04] Chupavam manchas torturadas
[00:50.54] Que sufoco!
[00:55.55] Louco, o bêbado com chapéu coco
[01:02.79] Fazia irreverências mil
[01:06.54] Pra noite do Brasil, meu Brasil
[01:12.05] Que sonha com a volta do irmão do Henfil
[01:18.55] Com tanta gente que partiu
[01:23.04] Num rabo de foguete
[01:28.54] Chora a nossa pátria, mãe gentil
[01:35.04] Choram Marias e Clarisses
[01:39.54] No solo do Brasil
[01:44.04] Mas sei que uma dor assim pungente
[01:51.80] Não há de ser inutilmente
[01:56.43] A esperança dança
[02:03.43] Na corda bamba de sombrinha
[02:07.93] E em cada passo dessa linha
[02:11.94] Pode se machucar
[02:16.93] Azar, a esperança equilibrista
[02:24.19] Sabe que o show de todo artista
[02:27.94] Tem que continuar
[02:31.58] (Caía) Caía a tarde feito um viaduto
[02:39.73] E um bêbado trajando luto
[02:44.23] Me lembrou Carlitos
[02:49.48] A lua tal qual a dona do bordel
[02:55.88] Pedia a cada estrela fria
[03:00.39] Um brilho de aluguel
[03:05.53] E nuvens lá no mata-borrão do céu
[03:11.68] Chupavam manchas torturadas
[03:16.44] Que sufoco!
